O mercado de RPGs blockchain e jogos Play-to-Earn continua procurando novas formas de conectar progressão, competição, economia digital e propriedade de itens. Em 2026, porém, alguns projetos estão tentando ir além da simples promessa de “jogar para ganhar”.
Entre guerras de guildas, reinos construídos pelos próprios jogadores, masmorras onde a morte pode custar todo o inventário e mundos que funcionam sem exigir uma carteira de criptomoedas, cinco RPGs chamam atenção por apresentarem propostas bastante diferentes.
A lista reúne ROHAN2 Global, Fableborne, Calamity, Cambria e World of Claudecraft, cinco jogos que mostram caminhos distintos para a integração entre RPG tradicional e tecnologia blockchain.
Mais importante: em todos eles, a camada cripto não funciona exatamente da mesma maneira. Em alguns casos ela aparece principalmente na economia e nos ativos digitais; em outros, permanece como uma camada opcional para quem quer participar do ecossistema Web3.
🏰 5. ROHAN2 Global: guerras de guildas e controle territorial
ROHAN2 Global é um MMORPG multiplataforma disponível para Windows, Android e iOS, construído sobre a ONEchain, nome atual do serviço anteriormente associado à NEXUS gamechain.

O jogo mantém uma estrutura bastante tradicional de MMORPG, permitindo que os jogadores escolham diferentes combinações de raça e classe.
Entre as opções estão:
- 🛡️ Humano / Cavaleiro
- 🗡️ Dhan / Assassino
- ✨ Elfo / Curandeiro
- 🏹 Meio-Elfo / Arqueiro
- 🐉 Dekan / Guerreiro de Dragão
O progresso envolve missões, atividades diárias, caça de monstros, criação e aprimoramento de personagens.
Um dos elementos mais interessantes está nos chefes territoriais e nas guerras entre guildas. Os grupos que conseguem conquistar determinadas disputas podem assumir o controle de regiões do mundo do jogo.
O sistema Shadow Leap amplia essa experiência para batalhas envolvendo diferentes servidores, enquanto a Torre do Infinito apresenta conteúdo progressivo a partir do nível 80 e rankings sazonais.
💎 Onde entra a criptomoeda?
A economia utiliza a RUBY para determinadas atividades, incluindo gacha, itens especiais e operações de mercado.
Jogadores podem receber sRUBY e utilizar o sistema CROSS RAMP para realizar a conversão para o ativo on-chain RUBYx, em uma proporção declarada de 1:1.
A carteira é necessária para essa conversão, mas não é obrigatória para jogar normalmente.
É importante destacar também que NFTs de personagens e equipamentos continuam sendo planejados e não fazem parte da experiência atualmente disponível.
👉 O diferencial do ROHAN2 Global está principalmente na combinação entre MMORPG tradicional, guerras de guildas, PvP e controle territorial.
SITE OFICIAL – ROHAN2 Global
⚔️ 4. Fableborne: você pode ser jogador e criador do desafio
O Fableborne segue uma direção diferente.

Disponível gratuitamente para Android e iOS, o projeto combina RPG de ação com construção estratégica de bases, criando dois lados da mesma experiência.
De um lado, o jogador controla um grupo de heróis e precisa atravessar salas em tempo real, utilizando as habilidades de cada personagem até chegar à Sala do Trono.
Do outro, o jogador assume o papel de construtor.
Ele pode montar seu próprio reino, posicionar salas, unidades defensivas, Guardas de Elite e uma Guarda Imperial para criar desafios para outros jogadores.
Ou seja, você não está apenas tentando vencer os mapas de outras pessoas.
Você também está criando os mapas que outras pessoas precisarão superar.
🏜️ Temporada 5 adiciona novos conteúdos
A quinta temporada introduz diversas novidades, incluindo:
- 🧙 Novo herói chamado Shiver
- 🏜️ Bioma do Deserto
- 🛡️ Quatro espaços de equipamentos
- ⚡ Sistema de Energia de Herói
- ⚔️ PvP sem classificação
- 🤝 Sistema de Guildas reformulado
O jogo principal permanece gratuito, e os recursos relacionados à blockchain não são necessários para participar das incursões comuns.
O ecossistema Web3 utiliza a rede Ronin, com Kingdom NFTs e ativos ERC-1155 relacionados aos reinos.
Itens de menor nível e PODER também podem ser combinados para alcançar raridades superiores.
👉 O grande diferencial do Fableborne é justamente transformar o jogador em duas coisas ao mesmo tempo: aventureiro e designer de desafios.
SITE OFICIAL – fableborne
🧙 3. Calamity: um RPG sem classe fixa
O Calamity é um RPG de ação e MMO 2D gratuito que está em beta aberto.

O jogo está disponível para Windows, macOS e Android, além de testes limitados no iOS.
Sua proposta de progressão chama atenção porque não obriga o jogador a escolher uma classe permanente.
Em vez disso, as especializações são determinadas principalmente pelas armas utilizadas.
⚔️ As armas definem o estilo
Espadas e machados podem transformar o personagem em um Guerreiro.
Arcos e bestas levam para uma configuração de Arqueiro.
Já bastões e lâminas mágicas permitem seguir uma construção de Mago.
Isso cria uma progressão baseada na experimentação.
O jogador entra em masmorras curtas, coleta equipamentos e materiais e utiliza esses recursos para criar, melhorar e personalizar seu próximo conjunto de equipamentos.
Além do PvE, o jogo possui uma Arena 3v3, adicionando uma camada competitiva à experiência.
Também existe uma Casa de Leilões para comercialização de equipamentos.
As vendas concluídas possuem uma taxa de 15%.
🔗 Blockchain opcional
A propriedade de ativos blockchain é administrada através da Ronin.
Entre os ativos estão:
- NFTs cosméticos
- Companheiros Dragon Ring
- NFTs de fábrica
O token WYRM, entretanto, ainda está planejado e não está ativo.
Outro ponto importante são os reinícios sazonais.
Quando uma nova temporada começa, personagens, equipamentos e ouro são reiniciados, enquanto determinados elementos cosméticos vinculados à conta podem permanecer.
👉 Calamity aposta em uma fórmula diferente: menos dependência de classes tradicionais e mais liberdade para experimentar builds através dos equipamentos.
SITE OFICIAL – calamity
💀 2. Cambria: quando morrer significa perder seu inventário
Se existe um jogo da lista que leva o risco para outro nível, é o Cambria.

Desenvolvido pela Tempest Labs, o MMORPG funciona diretamente no navegador e apresenta uma experiência inspirada em jogos como RuneScape e Ultima Online.
O jogo roda sobre Ronin e Abstract Chain e não exige download tradicional.
Seu principal modo, chamado Gold Rush, começa na Capital City.
Esse é o ponto seguro onde os jogadores podem:
- negociar;
- fabricar itens;
- treinar habilidades;
- curar gratuitamente;
- preparar suas próximas expedições.
Depois disso começa a parte perigosa.
☠️ Quanto maior o risco, maior a tensão
O mundo é dividido em zonas com diferentes níveis de perigo.
Durante as expedições, os jogadores procuram:
- Artefatos;
- Curiosidades;
- Gemas;
- Outros recursos.
Mas existe uma regra que muda completamente a estratégia.
Em regiões de nível mais alto, morrer pode fazer o jogador perder praticamente todo o inventário, com exceção de um item aleatório.
E o perigo não vem somente dos monstros.
Qualquer jogador pode atacar outro jogador no mundo aberto.
Existe ainda um sistema de recompensas que marca jogadores agressivos no mapa.
⏳ O tempo também é seu inimigo
Cambria utiliza uma mecânica chamada Estresse, que reduz a energia do personagem conforme a expedição continua.
Ao mesmo tempo, um multiplicador crescente incentiva o jogador a permanecer mais tempo fora da zona segura.
Isso cria uma decisão constante:
continuar explorando para tentar conseguir mais recompensas ou voltar antes que tudo seja perdido?
O saque pode ser levado ao Tesouro Real e convertido em Prata, recurso que permanece mesmo após a morte.
Já o Favor Real não possui a mesma proteção.
O token RSGP está planejado para setembro, mas ainda não estava disponível no momento descrito pela matéria original.
👉 Cambria transforma a exploração em uma espécie de aposta de risco e recompensa, onde saber a hora de sair pode ser tão importante quanto saber lutar.
SITE OFICIAL – cambria
🌍 1. World of Claudecraft: um MMO construído pela comunidade

O primeiro destaque da lista é o World of Claudecraft, um MMORPG gratuito para navegador desenvolvido inicialmente como um projeto de fim de semana pelo estúdio de IA Levy Street em meados de 2026.
O projeto posteriormente passou para um modelo de propriedade comunitária e desenvolvimento open-source.
O jogo funciona na Solana e busca oferecer uma experiência de MMORPG tradicional sem transformar a blockchain em uma obrigação para todos os jogadores.
🧙 Nove arquétipos e um mundo persistente
Os jogadores podem escolher entre nove arquétipos de classe e explorar um mundo aberto persistente.
A estrutura inclui:
- 📜 Missões;
- ⚔️ Masmorras para cinco jogadores;
- 🐉 Raids para dez jogadores;
- 🌀 Conteúdo de Rift gerado proceduralmente;
- 🤝 Guildas;
- 💰 Comércio;
- ⚔️ Duelos;
- 🏟️ Arenas PvP ranqueadas;
- 🎮 Battle Royale;
- 🔎 Buscador de Masmorras.
Um dos recursos mais interessantes está nas atividades para jogadores solo.
Quem não encontra um grupo pode utilizar companheiros controlados por inteligência artificial, permitindo explorar conteúdos que normalmente exigiriam uma equipe.
🤖 IA e blockchain sem obrigatoriedade
Apesar de funcionar dentro do ecossistema Solana, o World of Claudecraft não exige que o jogador tenha uma carteira.
O jogo pode ser acessado diretamente pelo navegador e também foi expandido para Steam, App Store e Google Play.
A carteira Solana permanece opcional.
Ao conectá-la, o jogador pode acessar um nível específico de benefícios e obter descontos em determinados itens cosméticos utilizando o token WOC.
Um detalhe importante é que os principais personagens, equipamentos e masmorras não precisam estar registrados na blockchain.
Isso coloca a tecnologia Web3 como uma camada complementar, em vez de transformar toda a experiência em uma obrigação cripto.
👉 O resultado é uma abordagem híbrida que tenta manter a acessibilidade de um MMORPG tradicional enquanto oferece recursos adicionais para quem deseja participar do ecossistema blockchain.
SITE OFICIAL – World of ClaudeCraft: MMO Web Estilo Clássico
🎮 Cinco RPGs, cinco modelos diferentes
Os cinco projetos mostram como o conceito de Play-to-Earn está se tornando mais diversificado.
| Jogo | Principal diferencial | Blockchain | Carteira obrigatória |
|---|---|---|---|
| 🏰 ROHAN2 Global | Guerras de guildas e territórios | ONEchain | Não para jogar |
| ⚔️ Fableborne | RPG + construção de reinos | Ronin | Não para raids comuns |
| 🧙 Calamity | Classes baseadas em armas | Ronin | Não |
| 💀 Cambria | Risco de perder inventário ao morrer | Ronin / Abstract | Não |
| 🌍 World of Claudecraft | MMO comunitário + IA | Solana | Não |
O que chama atenção nessa seleção é que nenhum deles depende exatamente da mesma fórmula.
O ROHAN2 Global aposta na competição territorial.
O Fableborne transforma os próprios jogadores em criadores de desafios.
Calamity trabalha com liberdade de builds.
Cambria coloca o risco e a recompensa no centro da exploração.
Já World of Claudecraft procura combinar MMORPG tradicional, inteligência artificial, comunidade e uma camada Web3 opcional.
💰 Play-to-Earn está mudando?
A principal diferença em relação à primeira geração de jogos blockchain é que muitos projetos atuais estão tentando fazer com que o jogo seja interessante antes mesmo da economia cripto.
Isso pode ser observado na forma como esses cinco títulos lidam com suas carteiras e ativos digitais.
Em vários deles, o jogador pode começar sem conectar uma carteira e experimentar boa parte da experiência tradicional.
A blockchain aparece posteriormente para quem deseja participar de mercados, ativos digitais, NFTs ou outros elementos econômicos.
Também é importante diferenciar jogar com recursos blockchain de receber dinheiro garantido jogando.
Nenhum desses modelos significa lucro automático.
Tokens podem variar de preço, ativos digitais podem perder liquidez e as economias internas dos jogos podem sofrer alterações.
Além disso, alguns dos recursos citados ainda estão planejados ou em desenvolvimento.
Por isso, quem estiver procurando jogos Play-to-Earn em 2026 deve observar não apenas o potencial de recompensa, mas também o estado atual do jogo, a atividade da comunidade, a economia dos ativos e quais recursos realmente estão disponíveis.
🚀 O futuro dos RPGs blockchain
Os cinco jogos mostram uma tendência interessante para o mercado Web3 Gaming: a blockchain pode deixar de ser o produto principal e passar a funcionar como infraestrutura de uma experiência maior.
Em vez de simplesmente transformar cada espada, personagem ou recurso em NFT, os desenvolvedores estão experimentando modelos envolvendo:
guildas → territórios → economias → criação de conteúdo → risco → competição → IA → propriedade digital.
Essa combinação pode abrir espaço para RPGs blockchain mais próximos dos MMORPGs tradicionais, mas com sistemas econômicos e comunitários que não seriam possíveis da mesma maneira fora da Web3.
Para quem acompanha jogos NFT, criptomoedas, MMORPGs e Play-to-Earn, ROHAN2 Global, Fableborne, Calamity, Cambria e World of Claudecraft são cinco projetos que vale acompanhar de perto durante 2026.
Importante: recursos, tokens, disponibilidade e sistemas econômicos podem mudar durante o desenvolvimento dos jogos. Antes de comprar qualquer ativo ou conectar uma carteira, é recomendável verificar as informações oficiais mais recentes de cada projeto.

