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A possibilidade do Bitcoin atingir US$ 250.000 ainda este ano tem animado muitos investidores, mas nem todos estão otimistas com uma alta tão abrupta. Segundo o analista macro Mel Mattison, uma disparada do BTC para esses níveis em um curto período poderia desencadear um “topo explosivo” — um movimento onde o preço sobe forte, mas cai rapidamente devido à pressão de realização de lucros.
A análise foi feita durante uma entrevista ao empreendedor e investidor Anthony Pompliano, publicada no YouTube na última semana.
“Uma das piores coisas que poderia acontecer é o Bitcoin disparar para US$ 250.000 e o S&P para 8.000 em um período de três meses”, afirmou Mattison.
“E aí ocorre aquele topo explosivo: todo mundo corre para as saídas para lucrar, e o preço começa a cair.”
Um salto de 142% em pouco tempo
Com o Bitcoin atualmente negociado em torno de US$ 102.870, segundo dados do CoinMarketCap, a meta de US$ 250 mil representaria um avanço de aproximadamente 142%. Embora esse tipo de alta já tenha acontecido em ciclos anteriores, Mattison argumenta que a velocidade é o grande problema: quanto mais rápido o preço sobe, mais vulnerável fica a uma correção brusca.
“Estamos vendo rotações saudáveis”, diz analista
A fala de Mattison surge após o Bitcoin cair abaixo de US$ 100.000 pela primeira vez em quatro meses, em 4 de novembro.
Apesar da queda, o analista destaca que o movimento faz parte de uma correção natural dentro de um ciclo de alta:
“Estamos tendo rotações saudáveis, movimentos saudáveis, e estamos chegando a pontos muito interessantes em alguns dos canais que acompanho”, explicou.
Nos últimos 30 dias, o Bitcoin caiu cerca de 16%, mas ainda mantém um forte desempenho no acumulado do ano.

Previsões otimistas ainda circulam no mercado
Mesmo com o recuo recente, vários nomes influentes continuam acreditando que o Bitcoin pode alcançar US$ 250.000 — ou pelo menos chegar perto disso — antes do fim do ano ou no início de 2026.
Entre os otimistas estão:
- Arthur Hayes, cofundador da BitMEX
- Tom Lee, presidente da BitMine
- Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise
- Mike Novogratz, CEO da Galaxy Digital
O histórico também ajuda esse otimismo: novembro é, estatisticamente, o melhor mês do Bitcoin, com média de retorno de 42%. Se esse padrão se repetir, o BTC poderia atingir US$ 145.000 até o final do mês, segundo dados da CoinGlass.
2026: ano de alta ou início de um novo ciclo de baixa?
Há um debate crescente sobre o que pode acontecer após o pico do ciclo atual.
Previsões divergentes para o pós-rali:
| Analista / Instituição | Previsão | Data Estimada |
|---|---|---|
| Steven McClurg (Canary Capital) | BTC entre US$ 140.000 e US$ 150.000 antes de entrar em mercado de baixa | Final de 2025 / início de 2026 |
| Mel Mattison | Bitcoin alcança US$ 150.000 em fevereiro de 2026 | 2026 |
| Matt Hougan (Bitwise) | 2026 será mais um ano de alta, quebrando o padrão histórico de ciclos | 2026 |
| Mike Novogratz (Galaxy Digital) | Só “com os planetas alinhados” o BTC chega a US$ 250.000 ainda este ano | 2025 |
Conclusão
A alta do Bitcoin para US$ 250 mil não é descartada pelos especialistas — porém, a velocidade dessa alta pode determinar se será um movimento saudável ou um topo explosivo.
O mercado parece estar entrando em uma fase de consolidação e rotações naturais, e a discussão agora não é apenas sobre para onde o Bitcoin vai, mas como e em que ritmo ele chegará lá.
Para investidores, o momento é de atenção:
movimentos muito rápidos podem ser tão perigosos quanto quedas abruptas.

