Volume comprador do Ether atinge máxima de 3 anos: ETH evitará uma queda de 19%?

Ethereum

O mercado de criptomoedas voltou a chamar atenção após um sinal raro surgir no Ethereum (ETH). Um importante indicador on-chain atingiu seu nível mais alto em mais de três anos — algo que não era visto desde o fundo do ciclo de baixa de 2022.

Esse movimento reacende o debate entre investidores: o ETH está formando um fundo sólido ou ainda há espaço para uma nova queda de até 19%?


📊 Forte sinal de compra reacende otimismo

Dados recentes da plataforma CryptoQuant mostram que a média de 30 dias do volume líquido comprador do Ether disparou para cerca de US$ 142 milhões — o maior nível desde julho de 2022.

Esse indicador mede a diferença entre compradores e vendedores agressivos no mercado de derivativos. Quando o número é positivo, significa que há mais pressão compradora.

Historicamente, picos como esse acontecem em momentos de transição do mercado, como:

  • Formação de fundo
  • Reacumulação por grandes players
  • Mudança de tendência no médio prazo

Situações semelhantes ocorreram em:

  • Agosto de 2020 (antes de forte alta)
  • Julho de 2022 (fundo do bear market)

Isso sugere que o ETH pode estar entrando em uma nova fase de estabilização.


🇺🇸 Demanda dos EUA continua sustentando o preço

Outro indicador relevante é o prêmio da Coinbase, que permanece positivo desde o final de fevereiro.

Esse índice mede a diferença de preço do ETH na corretora americana em relação a outras exchanges globais. Quando está positivo:

➡️ Indica maior demanda de investidores dos Estados Unidos
➡️ Sugere entrada de capital institucional
➡️ Reforça viés de alta no longo prazo

Mesmo assim, o preço ainda não respondeu com força — o que levanta dúvidas no curto prazo.


⚠️ Falta de compradores limita recuperação

Apesar do aumento no volume comprador, nem tudo é positivo.

Segundo a analista Pelin Ay:

“O lado da oferta está favorável, mas não há compradores suficientes. Muitos investidores ainda consideram o preço atual caro e aguardam níveis mais baixos.”

Isso indica um cenário clássico de mercado indeciso:

  • Vendedores diminuindo pressão
  • Compradores ainda cautelosos
  • Preço andando lateralmente

📉 Níveis críticos: onde o ETH pode cair?

No curto prazo, o Ether enfrenta uma zona decisiva. O preço está comprimido próximo a uma linha de tendência de alta, e qualquer rompimento pode gerar forte volatilidade.

🔑 Principais níveis:

  • US$ 2.150 → suporte imediato
  • US$ 2.100 – US$ 2.000 → zona de liquidez
  • US$ 1.976 → região com mais de US$ 3 bilhões em posições
  • US$ 1.905 → suporte mais forte

Se o preço cair abaixo de US$ 2.150, aumenta o risco de:

➡️ Liquidações em cascata
➡️ Pressão vendedora acelerada
➡️ Queda potencial de até 19%


💣 Risco de liquidações em massa

Dados da CoinGlass mostram um grande cluster de liquidações em torno de US$ 1.976.

Isso significa que:

  • Muitas posições compradas estão alavancadas
  • Uma queda até essa região pode forçar vendas automáticas
  • O mercado pode sofrer um movimento rápido e agressivo

Por outro lado, essa mesma zona também pode atuar como forte suporte, caso compradores entrem com força.


📊 O nível mais importante: US$ 2.000

O trader EliZ destaca um ponto-chave:

👉 US$ 2.000 é o nível decisivo no gráfico diário

  • Acima disso → tendência de médio prazo permanece intacta
  • Abaixo disso → cenário vira bearish com mais quedas possíveis

🧠 Conclusão: fundo próximo ou armadilha?

O Ether mostra sinais claros de acumulação, com um dos indicadores mais importantes atingindo máxima de 3 anos. No entanto, a ausência de demanda forte no mercado spot impede uma recuperação consistente.

📌 Cenário atual:

Bullish (alta):

  • Volume comprador elevado
  • Demanda institucional presente
  • Possível formação de fundo

Bearish (queda):

  • Falta de compradores ativos
  • Risco de liquidações
  • Suportes sendo testados

👉 O mercado está em um ponto de decisão.

Se o ETH conseguir se manter acima de US$ 2.000, a tendência de recuperação pode ganhar força. Caso contrário, uma queda de até 19% ainda está no radar.