O Bitcoin (BTC) manteve forte tendência de alta nas primeiras horas desta terça-feira (07), consolidando sua posição acima dos US$ 124 mil e mirando a região dos US$ 130 mil até o fim da semana.
🧭 Análise técnica e projeções de curto prazo
Marco Aurélio Moreira, CIO da Vault Capital, destaca que o Bitcoin encontrou resistência em US$ 126 mil, região que define o próximo passo do movimento.
“O ideal é que o preço permaneça acima de US$ 123.731, antiga máxima de agosto e agora suporte principal. Mantendo-se acima, o ativo pode retestar os US$ 126 mil e, se romper, buscar US$ 128 mil a US$ 131 mil”, explicou.
Abaixo desse suporte, o ativo pode corrigir para US$ 121.829 e US$ 119 mil. Dados on-chain apontam suporte mais forte em US$ 117 mil, onde 190 mil BTC foram adquiridos recentemente — um ponto provável de defesa por compradores de longo prazo.
🏦 Força institucional e “Uptober” reforçam o otimismo
Guilherme Prado, country manager da Bitget, afirma que o Bitcoin renova seu papel de referência global ao atingir nova máxima histórica acima de US$ 126 mil, impulsionado por fluxos institucionais e forte entrada de capital em ETFs nos EUA.
“Outubro, historicamente positivo para o Bitcoin, se consolida mais uma vez como o ‘Uptober’, com liquidez elevada e suporte técnico robusto. O cenário é favorável para um teste em US$ 130 mil nos próximos dias.”
No médio e longo prazo, Prado vê forte potencial de valorização, sustentado por adoção institucional, ETFs, uso do Bitcoin como reserva de valor e ambiente macro favorável — com juros em queda e busca por ativos não soberanos.
📊 Riscos e oportunidades no curto prazo
Nic Puckrin, analista e cofundador do Coin Bureau, alerta que o maior risco no momento é o Bitcoin ficar preso em faixa estreita entre US$ 120 mil e US$ 125 mil.
“Mesmo uma correção até US$ 109 mil seria saudável e manteria a estrutura de alta. Ainda acredito que US$ 150 mil são possíveis até o final do ano”, disse.
🌍 Análise macroeconômica global
De acordo com André Franco, CEO da Boost Research, a semana começou com tensões políticas no Japão e na França e o shutdown prolongado nos EUA.
Esses fatores derrubaram o iene e o euro, mas reforçaram a busca por ativos de refúgio como ouro e Bitcoin. O ouro atingiu nova máxima acima de US$ 4.000 por onça, enquanto o BTC se mantém como principal ativo alternativo global.
“A sustentação do Bitcoin acima de US$ 124 mil reforça o apelo do ativo em meio à incerteza política e ao dólar forte. O cenário é neutro a levemente positivo no curto prazo”, disse Franco.
🪙 Escassez crescente e força estrutural do mercado
Mike Ermolaev, fundador da Outset PR, aponta que as reservas de Bitcoin em exchanges estão no nível mais baixo em sete anos, evidenciando escassez estrutural.
“Os investidores estão migrando para autocustódia e reduzindo a oferta circulante. Isso é típico de fases de acúmulo de longo prazo, e tende a pressionar o preço para cima”, afirmou.
A forte entrada em ETFs desde 2024 intensificou essa dinâmica:
ETFs de Bitcoin: +US$ 1,19 bilhão em aportes em 6 de outubro
BlackRock: liderou com US$ 970 milhões
Ethereum ETFs: +US$ 177 milhões
Nenhum fundo reportou saques — sinal de convicção institucional.
🧠 “Alta atual não é hype”, diz analista
Segundo Timothy Misir, chefe de pesquisa da BRN, o atual rali é estrutural e institucional, não especulativo.
“Os fluxos de ETFs e a queda de oferta mostram uma mudança de regime. Estamos vendo um mercado mais maduro, com fundamentos reais e menos alavancagem.”
Com o BTC rompendo resistências entre US$ 124 mil e US$ 125 mil, o próximo alvo técnico é US$ 135 mil. Riscos incluem eventual realização de lucros, estagnação de fluxos e sinais de euforia leve nos indicadores de força relativa.
🔍 Bitcoin análise técnica detalhada
Taiamã Demaman, analista-chefe da Coinext, destaca que a alta recente foi impulsionada por um short squeeze entre US$ 114 mil e US$ 117,5 mil, ampliado por entradas de US$ 2,2 bilhões em ETFs à vista nos primeiros dias de outubro.
“O corte de juros esperado para 29/10 e a liquidez crescente em dólares criam o ambiente perfeito para o Bitcoin continuar subindo”, explicou.
Suportes: US$ 117,5 mil / US$ 114,5 mil Resistências: US$ 133 mil / US$ 144 mil
🎙️ “Uptober” histórico e otimismo no quarto trimestre
Paulo Aragão, fundador do podcast Giro Bitcoin, lembra que outubro é tradicionalmente um mês de alta para o BTC:
“Em nove dos últimos onze anos, outubro trouxe ganhos médios de 21%. O quarto trimestre costuma ser o mais forte, com valorização média de 80%.”
A redução na pressão vendedora, retomada dos ETFs e Fed mais dovish reforçam o cenário de otimismo.
💹 Criptomoedas com maiores altas do dia (07/10/2025)
Criptomoeda
Símbolo
Variação
Plasma
XPL
+7%
PancakeSwap
CAKE
+5%
Mantle
MNT
+4%
📉 Criptomoedas com maiores quedas do dia
Criptomoeda
Símbolo
Variação
Zcash
ZEC
-12%
SPX6900
SPX
-7%
Hyperliquid
HYPE
-5%
💸 Conversão rápida
Preço do Bitcoin: R$ 663.119,79
R$ 1.000 compram 0,0015 BTC
R$ 1 compra 0,0000015 BTC
📍 Conclusão
O Bitcoin mantém sua força no início de outubro de 2025, impulsionado por entrada institucional recorde, escassez de oferta, e contexto macroeconômico favorável.
Com suporte sólido acima de US$ 123.731 e resistência imediata em US$ 126 mil, o mercado aposta em uma nova máxima próxima de US$ 130 mil ainda nesta semana — consolidando o “Uptober” como o mês dos touros no mercado cripto.
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